Mobilidade

Andar de bicicleta na França terá vantagem econômica com fim de isolamento

Thomas de Luze/Unsplash

Governo cria benefícios para quem escolher o veículo sobre duas rodas para se mover no país

Terceiro país no ranking de maior número de contágios e mortes pelo coronavírus, a França já iniciou estudo para o retorno gradativo do isolamento social, a partir de 11 de maio ou 2 de junho. No entanto, o transporte público – cheio mesmo durante a quarentena – não parece ser um meio viável e seguro para o deslocamento da população. Estudos mostram que, se isso ocorresse, os casos subiriam novamente. Assim, uma alternativa foi criar vantagens para quem optar pelo uso da bicicleta.

O governo de Emmanuel Macron, através do Ministério da Transição Ecológica e Solidária da França, comandado por Elisabeth Borne, decidiu criar um fundo de 20 milhões de euros, cerca de R$ 116 milhões, para que os franceses utilizem suas bicicletas. A ajuda de custo individual de 50 euros, ou R$ 290, servirá para reparos de freios, pneus e luzes. A estimativa é que existem na França, atualmente, 30 milhões de bicicletas para uma população de quase 67 milhões de pessoas.

Além da ajuda para reparos, o ministério anunciou também um bônus para quem utilizar a bicicleta como meio de transporte: serão 400 euros (R$ 2.322 por ano). Mas para os adeptos desse meio de transporte, os recursos financeiros não são a única novidade. O governo planeja aumentar os locais de estacionamento e a instalação de ciclofaixas adicionais temporárias nas grandes cidades do país.

Os benefícios serão concedidos para quem fizer o cadastro na FUB (Federação Francesa de Usuários de Bicicleta), organização sem fins lucrativos parceira do governo.

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