Mobilidade

Comércios e serviços apostam em ruas e calçadas para resistirem à crise

Espaços públicos se tornam aliados de primeira hora de empreendedores que tentam retomar as atividades

Há cidades onde a economia local se equipara à de países inteiros. Outras respondem sozinhas por parte importante dos resultados nacionais. Com a pandemia de coronavírus, muitas delas sofreram um duro golpe não só do ponto de vista de saúde pública, mas também econômico. Isso porque em larga medida os resultados financeiros dependem de algo bastante simples: a circulação de pessoas nas ruas e calçadas. Sem elas, o setor de comércio e serviços, coração pulsante dos centros urbanos, se tornou um dos mais afetados pela pandemia.

A queda de demanda se explica pela combinação de isolamento social e crise econômica: o desemprego, as escolas e universidades fechadas, os escritórios fechados ou operando remotamente tiraram as pessoas das ruas, reduzindo a clientela a zero ou quase isso.

A saída para esta situação está justamente na versatilidade de ruas e calçadas e na sua capacidade de atrair pessoas sem abrir mão do isolamento social. “Fomos ver o que está sendo feito no mundo inteiro e o que pode ser mais efetivo sob o ponto de vista local”, afirma Fernando Chucre, Secretário de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, que vêm concentrando esforços na sobrevivência dos pequenos negócios, especialmente os gastronômicos, que passaram meses fechados. Assim surgiu o projeto Ocupa Rua, que busca organizar e padronizar o uso das vias como forma de ampliar a capacidade de atendimento e a segurança oferecida nesses endereços. Bares, restaurantes e cafés expandiram seus serviços para o lado de fora, tendo no uso das calçadas sua principal estratégia para garantir o distanciamento social.

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Conteúdo originalmente produzido pela Cidades21 para o especial da paraondevamos.com, da 99. Clique aqui para ler na íntegra.

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