Sustentabilidade

Fernando de Noronha proibirá carros movidos a combustível fóssil a partir de 2022

Reprodução Ricardo Avelar

A ilha de Fernando de Noronha, localizada em Pernambuco e reconhecida como patrimônio natural pela Unesco em 2001, pretende se tornar a primeira região carbono zero do Brasil. 

No ano passado, o governador pernambucano Paulo Câmara sancionou o Decreto-Lei nº 16.810/20 que estabelece que, a partir de 2022, estará proibida a entrada de carros movidos a combustível fóssil no arquipélago e, a partir de 2030, a frota existente deverá ser apenas de veículos elétricos.

Outras iniciativas foram tomadas por empresas que atuam na região, como a compra de um Renault Kangoo ZE, veículo elétrico utilitário, pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) em 2015. A aquisição faz parte do projeto de estudos de inovação e sustentabilidade da ilha. 

Em 2016, em parceria com a administração da ilha, a Renault cedeu seis veículos 100% elétricos para serem utilizados para o apoio da população da ilha, além da colaboração com as empresas WEG e a Polo Engenharia que forneceram equipamentos para a construção de seis garagens com geração solar e estação de recarga semi rápidas de 22kW que serão utilizadas para recarregar as baterias dos veículos elétricos que já circulam pelo arquipélago. O excedente de energia produzida pela garagem deve ser direcionado para o uso da população local. 

“Nosso objetivo com esta ação é incentivar ações de sustentabilidade com a utilização de energias renováveis, neste caso solar, além da mobilidade elétrica evitando impactos ambientais em Fernando de Noronha”, declarou Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação.

O investimento da ilha em tecnologia em conjunto com o ecossistema da região constituem um cenário extremamente favorável para a consolidação de Fernando de Noronha como uma referência de sustentabilidade no país. 

Beatriz Lopomo
Beatriz é estudante de jornalismo da Universidade de São Paulo e possui grande interesse por temas relacionados à cultura e urbanismo. Publicou textos para a empresa júnior de jornalismo da USP.

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