Espaços públicos

MASP em expansão

Após anos de contraste entre o imponente e moderno prédio do Museu de Arte de São Paulo (MASP), projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, e o edifício em carcaças ao seu lado, antigo empreendimento residencial Dumont-Adams, enfim se iniciam as obras para unir os dois empreendimentos em um só propósito: expandir o MASP. 

A nova sede será renomeada de Pietro Maria Bardi, que foi por 45 anos diretor da instituição, enquanto o prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi. A previsão é que a extensão do museu seja inaugurada em janeiro de 2024. 

O investimento na obra é da ordem de R$ 180 milhões e será totalmente financiado por doações de pessoas físicas. Uma conexão subterrânea, já aprovada pela Prefeitura de São Paulo, será construída para interligar os dois edifícios.

Com 14 andares e 7 800 metros quadrados, o novo espaço contará com galerias, salas de aula, reserva técnica, laboratório de restauro, restaurante, loja, áreas de evento e bilheteria, que será removida do vão livre do MASP. O projeto arquitetônico é assinado por Júlio Neves com o escritório Metro Arquitetos Associados, dos sócios Martin Corullon e Gustavo Cedroni.

“O MASP passa, assim, pelo maior processo de expansão física da sua história, feito com recursos próprios. Vamos aumentar em 66% a capacidade expositiva do museu, integrando os dois prédios e esse é um investimento muito relevante para a cultura de São Paulo. Acredito que essa expansão consolida o museu e a própria Avenida Paulista como um eixo cultural, quem sabe o mais importante eixo cultural do Brasil, do qual o MASP, sem dúvida, é a âncora”, declarou Alfredo Setubal, presidente do Conselho do museu.

As limitações físicas do espaço atual resultam em apenas pouco mais de 1% das obras do acervo expostas anualmente. No total, o MASP possui mais de 11 mil obras entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, que abrangem a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Com a expansão, a expectativa é de que essa porcentagem aumente significativamente. 

“O acervo do MASP vem crescendo. Nosso plano é que o edifício Lina seja dedicado à exposição das obras que pertencem à coleção do museu, sobretudo nas áreas do subsolo. Já as novas galerias deverão ser ocupadas com exposições temporárias, todas com pé-direito alto e equipadas com sistema de climatização e iluminação de última geração”, conta Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP.

Beatriz Lopomo
Beatriz é estudante de jornalismo da Universidade de São Paulo e possui grande interesse por temas relacionados à cultura e urbanismo. Publicou textos para a empresa júnior de jornalismo da USP.

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