Mobilidade

O papel dos pedestres para o avanço das cidades sustentáveis

O uso exagerado de automóveis vem chamando a atenção de especialistas em decorrência de seus impactos negativos. O transporte é responsável por 25% das emissões globais de carbono, com implicações para o meio ambiente e para a saúde da população, uma vez que essa alta porcentagem resulta em uma má qualidade do ar. 

Mortes de motoristas, ciclistas, pedestres e poluição sonora também são apontados como consequências desse uso intenso. 

Nesse contexto surgem iniciativas que visam o convencimento da população – por meio de políticas públicas, projetos urbanos inteligentes e oferta de meios de transporte alternativos – a deixar o carro em casa. O conceito “cidade caminhável”, tradução de “walkable city”, se consolida nesse momento. 

A noção de cidade caminhável é vista como chave no avanço das cidades sustentáveis, uma vez que prevê localidades que priorizem o pedestre, de forma que vários destinos, como locais de trabalho, hospitais, escolas e lojas, sejam interligados e facilmente acessíveis a pé. 

Em entrevista para a Forbes, a professora Billie Giles-Corti , diretora do Healthy Liveable Cities Lab da RMIT University de Melbourne, defende a necessidade de uma mudança na mentalidade para que seja possível implementar o conceito: “para muitos, a mudança climática foi o gatilho – há uma percepção de que todos nós precisamos mudar nosso comportamento”. 

Giles-Corti ainda complementa sobre a importância de, em áreas em construção, otimizar o nível de densidade populacional, fornecer transporte público de alta qualidade, oferecer redes viárias conectadas e trilhas, além de, nas áreas já consolidadas, substituir a construção de um shopping center, por exemplo, por habitações, instalações esportivas e outras formas de lazer, transformando o bairro  em um local onde as pessoas queiram viver. 

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