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Realizado pela Cidades 21, evento discute como a tecnologia impulsiona soluções de mobilidade

Dia 21 de setembro de 2019 aconteceu o evento Planejando novos Caminhos, organizado pela Veloe e Alelo em parceria com a Cidades 21, no InovaBra Habitat. Com casa cheia e porta-vozes de diversas empresas de mobilidade, discutimos como a tecnologia tem influenciado os deslocamentos e o comportamento das pessoas.

“Queremos entender as relações de trabalho e como os nossos produtos podem afetar essas relações”, afirma André Turquetto, diretor de Marketing e Produtos da Alelo, destacando que para melhorar a mobilidade é preciso primeiro mexer na cultura das empresas. Com sede em Alphaville, a empresa libera os funcionários para trabalharem à distância dois dias por semana. Para Marcelo Costa, executivo responsável pela Veloe, a ampliação dos serviços de meio de pagamento de pedágios e estacionamentos já sinalizam essa mudança de comportamento. “Quantas vezes a gente sai do táxi convencional e quase esquece de pagar porque acha que está pago via aplicativo?”, afirma.

A adesão ao uso do Waze Carpool no Brasil é outro ponto que revela uma abertura maior dos brasileiros a experimentar alternativas na mobilidade. “Temos uma taxa de 45% das viagens brasileiras realizadas com mais de um caronista a bordo, número bem maior do que nos Estados Unidos”, diz Douglas Tokuno, diretor de operação do Waze Carpool no país. Paulo Henrique Ferreira, da Lime, disse que globalmente o serviço acaba de bater a marca de 100 milhões de viagens no período de dois anos, enquanto aplicativos de motoristas alcançaram esse número em cinco anos. “Não queremos acabar com o carro, longe disso, mas oferecer a opção de substituí-lo nas curtas distâncias”, afirma.

Mostrar ao consumidor o valor real dos produtos e soluções é o outro ponto que tem norteado os negócios de hoje. “É preciso deixar tudo bem às claras”, diz Rafael Appugliese, da Zazcar, explicando que cada alternativa será mais vantajosa conforme a ocasião.”Se uma pessoa precisa de carro durante seis horas por dia, em média, não é necessário pagar por algo que não está usando o resto do tempo”, exemplificou . Segundo Stefano Arpassy, da WGSN, há uma mudança cultural impulsionada pelas novas gerações. Os novos hábitos se somam ao cenário econômico e tornam o consumidor mais exigente e também disposto a abrir mão de certos hábitos. “Certamente a gente vê um movimento de desapego muito grande, e isso tem acontecido não só no Brasil”, afirma.

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